Eventos Históricos mais Absurdos que Comédia Pastelão



   Assistindo aquelas comédias bem absurdas, que muitos gostam de chamar de "pastelão", você aceita coisas bem improváveis como o protagonista usar uma galinha como flecha, no filme Top Gang (1991). Ou as coisas improváveis que aconteciam aos famosos Três Patetas. 
  Já em um filme que se leva à sério, você provavelmente não aceitará, por exemplo, coincidências muito improváveis na trama, soluções um tanto absurdas.... "Ora, isso nunca aconteceria na realidade!" talvez você diria. Mas talvez você esteja sendo muito exigente com os roteiristas. Porque? Aahh... meu amigo... dê uma olhada nos eventos históricos absurdos que eu separei neste artigo. Acredite! Realmente aconteceram.
Eis a foto, para você que não acredita!
    A Foto Dupla, 1914. Estrasburgo, Alemanha. Uma mãe levou um rolo fotográfico para revelar em uma loja da Kodak, neste rolo, ela tinha fotografado seu filho. Mas a guerra mundial estourou e a loja fechou. A mulher, sem receber as fotos, considerou as fotos como perdidas. 
  Dois anos depois, em Frankfurt, cidade para onde ela teria se mudado, a 100km dali, ela comprou um novo rolo para fotografar sua filha mais nova. Pasme agora: venderam para ela o mesmo que ela tinha deixado para revelar em Estrasburgo. Pasme mais: sem saber a mulher bateu a foto de sua filha bem em cima da foto de seu filho, das primeiras fotografias. Ela só descobriu o tamanho da coincidência quando foi revelar. Muitas histórias na literatura tem coincidências mirabolantes no meio trama, mas não duvide das coincidências... elas acontecem.
   Einstein para Presidente, 1952. Em muitas comédias, a puxação de saco e a pagação de pau são levadas ao extremo por alguns personagens. Não duvide que pessoas assim existam. 
   Após a morte do presidente de Israel, em 1952, o então chefe de governo de Israel, o primeiro-ministro David Ben-Gurion, admirava tanto Albert Einstein que ofereceu a ele simplesmente o governo de Israel.
   Einstein rejeitou a proposta dizendo: “Durante toda a minha vida eu lidei com questões objetivas, daí que falte tanto a aptidão natural como a experiência para lidar adequadamente com as pessoas e exercer funções oficiais."


    Uma Pelada de Natal entre Inimigos, 1914. A frase anterior bem que podia ser o título daquelas comédias bem sem-graça. Mas foi um evento histórico durante a Primeira Guerra Mundial. Sim! Em uma semana eles estavam se matando, na outra, véspera de Natal, alemães, britânicos e franceses combinaram um cessar fogo natalino. 
    O evento é mais tecnicamente chamado de "Trégua de Natal" entre os historiadores. Ambas trincheiras foram invadidas por inimigos, mas para confraternizarem entre si, por ocasião no Natal que estava chegando. Alguns soldados ganharam até presentes do inimigo! A chamada "terra de ninguém", área que entremeava as bases inimigas serviu de campinho de futebol para ele baterem um bolinha.
    Ao cessar a trégua, dizem que nenhum dos soldados, de ambos os lados, concordaram em continuar a guerra e tiveram que ser substituídos.


    A Avalanche de Melaço, 1919. No início do século XX, o melaço era um produto muito útil: servia como adoçante e também na fabricação de rum e álcool, sendo importante inclusive na produção de munição, já que se usava álcool para tanto.
  A fábrica Purity Distilling Company, em Boston, estava enfrentando condições climáticas imprevisíveis para 15 de janeiro, uma temperatura acima de zero, 4 graus C. Nos dias anteriores, estava muito mais frio. Esse aquecimento repentino resultou na dilatação do melaço contido em um enorme tanque nas dependências da empresa. O tanque arrebentou e toneladas de melaço avançou pelas ruas de Boston. 
  Melaço não é água, é muito mais viscoso, isso fez com que a pressão que a inundação exercia durante seu avanço fosse equivalente a 200 Pascal. A inundação arrastou, acredite, trilhos de trem, além de descarrila-los também. Em algumas ruas o melaço chegou a quase um metro de profundidade. Diz a lenda que até hoje se pode sentir cheiro de melaço pelas ruas, em dias quentes.
   A situação é bem engraçada mas não podemos desprezar o fato de que ceifou 21 vidas e deixou 150 pessoas feridas.


    Cães Bomba, 1945. Treinar os bichinhos para missões suicidas não tem nada de engraçado. Mas uma espécie de justiça poética aconteceu aos soviéticos, que tiveram essa brilhante ideia.
    Os soviéticos treinavam cães para entrarem debaixo de tanques de guerra, com uma bomba de tempo. Mas é tanto barulho de explosão e tiro em uma guerra que os cães ficavam com medo e só podiam pensar em voltarem assustados para os seus donos. Boooommm.
    A Guerra Mais Curta que uma Partida de LoL, 1896. 25 de Agosto de 1886, Zanzibar. Morre o sultão Hamad bin Thuwaini, que era favorável ao Reino Unido. Havia um tratado entre Zanzibar e o Reino Unido que a sucessão ao sultanato de Zanzibar deveria ter o consentimento do cônsul britânico. Mas quem assumiu o sultanato foi  Khalid bin Barghash, que não tinha esse consentimento britânico.
   Considerando isso uma ofensa, o Reino Unido deu um ultimato para  Khalid bin Barghash, que cessou às nove da manhã do dia 27. Horário de início da guerra entre Zanzibar e o Reino Unido. O sultão, posicionou 2800 zanzibares. Máquinas de artilharia e metralhadoras foram posicionadas para defender o palácio, dentro de onde o sultão se protegia.
    Precavidos, os britânicos já haviam reunido 900 zanzibares leais aos britânicos, 150 fuzileiros navais, dois navios de guerra e três cruzadores, no porto da cidade, quando o ultimato cessou.
    A batalha começou com o primeiro tiro sendo dado às 9:02. No mar, um iate e dois pequenos barcos do sultão foram afundados. No palácio, um bombardeio incendiou o palácio e deu cabo das peças de artilharia. Às 9:40 o palácio foi tomado pelo britânicos e houve um cessar fogo. Totalizando míseros 38 minutos de guerra.
   Em menos de 40 minutos, as tropas do sultão sofreram cerca de quinhentas baixas de guerra, enquanto um britânico foi ferido, um sargento a bordo de um dos navios, mas se recuperou posteriormente.
A situação do Palácio do sultão ao final da guerra.

    O Míssil Pombo-Guiado, 1943. O psicólogo animal B. F. Skinner criou um projeto bélico digno de filmes de comédia. O projeto ORCON consistia em treinar pombos para bicarem botões semelhantes a navios, e então recebiam um petisco. 
    Depois de treinados, os pombos eram colocados dentro de mísseis e lá, uma tela sensível ao toque. Quando o pombo via um navio na tela, ele bicava, enviando informações ao míssil para alinhar sua trajetória. O projeto foi um sucesso mas não foi posto em prática imediatamente. Quando o projeto foi retomado, em 1948, a tecnologia computacional já teria tornado os mísseis pombo-guiados obsoletos... para a alegria dos pombinhos.
   O Touro de Bronze, século 500 a.C. Faláris era um déspota cruel que governava a cidade de Agrigento, na Sicília. Um de seus principais puxa-sacos era o artesão Perilo, que tinha lá os seus méritos, já que se pensa que ele teria descoberto para a sua civilização a fundição do bronze.
   Perilo mostrou ao rei Faláris um projeto que o rei certamente iria a... do... rar; já que Faláris era conhecido pela sua crueldade. Seu projeto era uma máquina de execução em forma de touro, oca, e construída de bronze fino. A vítima era inserida dentro do Touro e uma fogueira era acendida embaixo. Com o calor e a falta de oxigênio a vítima procuraria, certamente, o orifício para entrada de oxigênio, que correspondia ás narinas do touro. E aí a mágica começava: os gritos agonizantes da vítima eram amplificados pelas narinas do touro, em um efeito trompete, assim a estátua pareceria mugir e todos comemorariam!
   O rei Faláris achou tão genial e cruel o projeto de Perilo que, após ordenar a construção do touro, deu a Perilo a oportunidade de ser o primeiro a "tocar" o instrumento, em um senso de sarcasmo impagável; digno daqueles filmes bem trash. 
   Mas o rei Faláris não era assim tão cruel com o seu artesão; ele tirou o agonizante Perilo do touro antes que ele morresse... e depois o jogou do penhasco... aah... os déspotas... que tempos aqueles não?

   Então, pessoal, essas histórias reais desse artigo nos mostram que a criatividade dos roteiristas e escritores não devem ser questionadas. Absurdos, por mais absurdos que sejam, acontecem... acredite!

   

Nenhum comentário:

Fernando Vrech. Imagens de tema por andynwt. Tecnologia do Blogger.