Referências Histórico-Culturais do Livro A Descendência de Jambres

Eu tiro inspiração na história, cultura e mitologia para escrever minhas histórias. Assim, mesmo sendo fantasia, as histórias ficam com um toque de realidade.

Choque de Culturas

Estátua do deus egípcio Seth
Para escrever a primeira história do nosso querido detetive Gregório Tanelli, eu me inspirei em uma cultura antiga, a egípcia e em uma cultura recente, a cultura rural brasileira, e criei um choque de culturas que deu uma excelente plataforma para desenvolver uma história assustadora.
Os moradores nativos da cidade de Tenebra são típicos interioranos... com um sotaque específico, que é até representado de forma escrita no livro, adoram lendas e superstições, mas podem ter também um lado sombrio e misterioso. Uma das lendas mais presentes no livro é a do pássaro peitica, que dizem prenunciar a morte.
A personagem Jambres foi tirada do livro bíblico de Êxodo. Jambres e seu colega Janes eram os sacerdotes que confrontaram Moisés durante as dez pragas bíblicas. Há, no livro, uma breve referência a esses eventos bíblicos. Assim, o livro conserva um belo aspecto egípcio dentro de um cenário rural. Esse aspecto egípcio, no livro, aparece na forma de um assustador neo-paganismo egípcio, no caso a adoração do deus Seth.

Fortianos versus Céticos

A personagem Kalebh Akshan representa a cultura pop do "fortiano". Fortianos são pessoas que acreditam em mais do que nos ensinam nas escolas: OVNIS, sociedade secretas, fantasmas, etc. Os moradores mais recentes da cidade, inclusive o detetive, inicialmente, são os céticos. A cultura cética é oposta ao forteanismo, porque descrê piamente em tudo que não tiver o aval da ciência atual. É aí que surge um outro choque cultural: entre forteanos e céticos.

Assim, criando um amálgama de culturas, busquei criar um ambiente interessante e conflituoso, com personagens cheios de conflitos internos, habilidades e defeitos.



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